Mascotes

Diário de viagem

O transporte internacional de cães e gatos exige muita atenção e estudo. Se você já viajou ou pretende viajar com seu pet, imagino que já tenha percebido que pode parecer um pouco complicado. A microchipagem é obrigatória nesses casos, além da documentação envolvida.

 

Para ajudá-los a entender como funciona todo esse processo, nossa parceira e cliente Heloisa Mendes (ONG Oitovidas) fez um Diário de Bordo bem legal sobre sua experiência no transporte dos seus 6 gatos para Portugal. 

Confira o relato na íntegra:

 

DIÁRIO DE BORDO

De Porto Alegre, com passagem pelo Rio de Janeiro, tendo como destino a cidade de Lisboa em Portugal

Dos meus seis gatinhos, cinco foram no porão, em área especial para carga viva, e uma comigo na cabine. Isso ocorreu porque não foi possível acomodar todas as caixas transporte no porão.

Os 5 que foram no porão embarcaram as 17h, após todo o trâmite de conferência e pesagem no checkin, uma hora antes do nosso vôo.

Tem uma certa burocracia, mas nada que amor, boa vontade e determinação impeçam.

Para a União Européia o número máximo de animais domésticos é de 5 (cinco). Como tenho 6, para eles isso representa fins comerciais... Então tive que solicitar à TAP que fizesse o lançamento do embarque deles num sistema chamado TRACES, que avisa o pessoal do PIF (Posto de Inspeção Fronteiriço) do Ministério da Agricultura aqui de Portugal.

O início do processo para a viagem de um animal para países da União Européia se dá com a implantação do microchip.

Depois é necessário (re)vacinar o animal com a anti-rábica e aguardar 30 (trinta) dias para a coleta de sangue e envio para sorologia de raiva. A União Européia só aceita o laudo de sorologia referente à vacina anti-rábica do CCZ de São Paulo.

Quando iniciei o processo estava morando em Porto Alegre. Levei os gatos num laboratório local, que após a coleta encaminharam o material para o CCZ-SP para o laudo.

É importante lembrar que o animal deve estar de jejum para esse exame, para que a amostra esteja límpida (sem gordura).

Essa parte do exame de sangue tem que ser feita com boa antecedência, pois o CCZ leva de trinta a sessenta dias para enviar o laudo.

E, por fim, faz-se a quarentena para o embarque. Isto é, após o dia da coleta do sangue, o embarque só pode ocorrer após 90 dias.

É muito importante depois disso sempre manter a vacinação anti-rábica em dia, para não invalidar o laudo da sorologia e ter que repetir todo esse processo.

De posse do certificado de implantação do microchip, carteira de vacinação e laudo da sorologia para raiva, é necessário contatar um veterinário para emitir um atestado de saúde de cada animal.

Esse atestado de saúde só tem validade de 72 horas. Então, antes de ir ao veterinário (ou agendar a ida do mesmo até o local onde estão os gatinhos) é imprescindível que já tenha feito contato com o Serviço de Vigilância Agropecuária - SVA e agendado um horário para a emissão do CZI (Certificado Zoossanitário Internacional), também conhecido como CVI (Certificado Veterinário Internacional).

Para isso já é necessário ter a data de embarque e ter feito a reserva prévia dos animais com a companhia aéra. Também será necessário levar no dia do agendamento, junto com a documentação anteriormente informada, o requerimento de fiscalização impresso e preenchido (www.agricultura.gov.br/…/Requerimento%20para%20Fiscaliza%C3…)

Ou seja, quando tiver agendada a data para ir até o SVA, saiba que o atestado de saúde do animal, a ser emitido pelo veterinário particular, deverá ser de até 72 horas antes do comparecimento para a emissão do CZI.

O atestado de saúde do animal, emitido pelo veterinário particular, deverá conter os dados informados na legislação que trata do assunto, como número do microchip, dados e características do animal, dados do proprietário, informação sobre vacinação e data da coleta de sangue para a sorologia da raiva etc.

O Serviço de Vigilância Agropecuária no Rio de Janeiro fica no prédio administrativo do Terminal de Cargas do aeroporto do Galeão.

O CZI, emitido pelo veterinário do SVA, que é o documento que permitirá a entrada do animal no exterior, tem validade de 10 dias. Logo, a viagem tem que ocorrer dentro desses 10 dias de validade do documento.

Recomendo, ainda, contato com os veterinários que trabalham no aeroporto de destino para já deixá-los cientes e checar a existência de outras possíveis exigências.

É muito importante organização para seguir todos os trâmites dentro dos prazos.

Não esqueça da caixa transporte que será utilizada. Tem que atender os padrões internacionais, como furos de ventilação nos quatro lados, o animal tem que ficar em pé e conseguir dar uma volta em seu interior etc.

Para minha segurança coloquei cadeado nas 5 caixas que foram no porão. Assim meus bichinhos não correram risco da caixa abrir (ou ser aberta) e fugirem. Cada cadeados e sua respectiva chave foram pintados de cores distintas para facilitar a identificação. Coloquei as 5 chaves num cordão preso a meu pescoço para o caso de algum imprevisto onde precisasse abrir alguma caixa rapidamente.

E, para cabine, atentar para as dimensões e características permitidas (45cm de comprimento, 30cm de largura, 23cm de altura e até 8kg de peso, já com o gato).

Procurei acostumá-los com a caixa, mantendo a ração e a água ali e colocando cobertinha para deixá-los confortáveis e gostarem do local. Comecei a fazer isso muitos dias antes da viagem.

Como o nosso voo foi as 18h, durante o dia ofereci quantidade menor de ração, para evitar que comessem demais e passassem mal.

Tenho uma gatinha, a Dora, que sempre passa mal quando anda de carro. Então, um pouco antes da ida para o aeroporto dei a ela o remédio para enjoo já recomendado pelo veterinário e com o aval da Dra Renata, que fez o atestado de saúde deles.

E, atendendo as orientações da companhia aérea, em cada caixa transporte e também na bolsa de mão, coloquei um bebedouro com água e comedouro com ração.

Quando chegamos em Portugal alguns tinham bebido bastante água, mas nenhum comeu um gão de ração sequer! Mas coloque da mesma forma.

Não é recomendável sedar o animal. Nem pensei nisso pois o sedativo diminui os batimentos cardíacos e como o ambiente é refrigerado, o que diminui ainda mais os batimentos, tive medo de terem algum problema, como parada cardíaca.

A nossa vet, Dra Renata Leivas, recomendou o uso do Feliway, que em situações de transporte ajuda o bichinho, dando sensação de segurança e bem-estar.
Usamos o difusor uma semana antes, ligado na tomada do ambiente onde todos costumavam ficar e o spray colocava diariamente dentro das caixas transporte, inclusive instantes antes do embarque. O spray deve ser aplicado 15 minutos antes do animal entrar na caixa.

A equipe da TAP foi muito atenciosa e solícita. Assim que entrei no avião pedi a um comissário que confirmasse com o piloto se ele sabia da existência dos meus gatos no porão (mesmo eu já tendo perguntado é solicitado confirmação disso desde o checkin e entrega dos gatinhos ao pessoal de solo). Nessas situações é melhor pecar pelo excesso! Segui meu instinto e a orientação da amiga Cristina Palmer, que já veio dos EUA com seu cachorrinho. Ele imediatamente foi até o piloto e me retornou informando que o piloto já estava ciente e havia perguntado qual temperatura desejava que fosse colocada para que ficassem mais confortáveis. Nesse instante o coração deu uma acalmada. Apesar disso fiquei acordada durante toda a viagem. A tensão e preocupação eram grandes!

E ao chegar no aeroporto de Lisboa o atendimento que recebi do Dr Gonçalo, veterinário do PIF foi excepcional!

Bem, é isso! Estou muito feliz de estar com minha família reintegrada! Não foi fácil, mas não é impossível! Estarmos os 9 novamente juntos mostra que tudo valeu a pena!!!

E para quem ainda estava indeciso sobre levar seus animais, boa viagem!!!

Maiores informações:

Site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: http://www.agricultura.gov.br/…/an…/transporte-internacional

Legislação vigente: http://www.agricultura.gov.br/…/animais-de-compa…/legislacao

Perguntas e Respostas frequentes: www.agricultura.gov.br/…/Perguntas%20e%20respostas%20caes%2…

Telefones das Unidades Vigiagro em Aeroportos:

AL - Uvagro Aeroporto de Maceió: (82) 3026-5200/ 3036-5244
AM - Uvagro Aeroporto de Manaus: (92) 3652-1221
BA - Uvagro Aeroporto de Salvador: (71) 3252-4821/3204-1237
CE - Uvagro Aeroporto de Fortaleza: (85) 3392-1635 / 3392-1636
DF - Uvagro Aeroporto de Brasília: (61) 3364-9520 / 3364-9521
MG - Uvagro Aeroporto de Confins: (31) 3689-2515 / 3689-1001
MS - Uvagro Aeroporto Campo Grande: (67) 3391-4583
MT - Uvagro Cuiabá: (65) 3688-6703/ 3688-6748
PA - Uvagro Aeroporto de Belém: (91) 3257-0647/ 3210-6273
PE - SVA Aeroporto de Recife: (81) 3322-4275/ 3322-4152
PI - Aeroporto de Parnaíba: (86) 3323-5064
PR - Uvagro Aeroporto de Curitiba: (41) 3381-1299
RJ - SVA Aeroporto do Rio de Janeiro: (21) 3398-2264 / 3398-3169
RN - Uvagro Aeroporto de Natal: (84) 3087-1318
RO - Uvagro Aeroporto Porto Velho: (69)3901-5602/ 3901-5603
RR - Uvagro Roraima: (65)3623-6565
RS - Uvagro Aeroporto de Porto Alegre: (51) 3371-4515
SC - Uvagro Aeroporto de Florianópolis: (48) 3236-0741 / 3331-4109
SP - SVA Aeroporto de Viracopos: (19) 3725-5401/ 3725-5402
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Publicado em: 15/12/2016
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