Pecuária

Manual de aplicação de microchips

O que é a identificação eletrônica?

 

A identificação eletrônica é o único método capaz de fazer uma identificação confiável e permanente de animais. É aplicável à maioria das espécies como cães, gatos, aves, répteis e animais exóticos. Esta identificação é feita através da aplicação de um microchip.

A microchipagem de animais assume um papel extremamente importante no controle de questões sanitárias, jurídicas e humanitárias:

- Permite a recuperação mais rápida do animal em caso de perda;

- É um comprovante de propriedade em caso de roubo;

- Facilita o trabalho dos criadores evitando confusões de ninhadas;

- Controla a utilização e comércio dos pequenos animais;

- Permite a contagem estatística do número, espécie e raças dos animais de determinado local;

 

Como funciona a aplicação?

O transponder é implantado sob a pele do animal através de um aplicador. Os microchips implantáveis utilizados usualmente na identificação de animais têm o tamanho e o formato de um grão de arroz (em torno de 2,1 mm X 12 mm), e são encapsulados em biovidro, o qual não traz nenhum tipo de prejuízo para a saúde do animal. Os microchips são recobertos por uma camada de material anti-migratório que acelera a formação de uma capa de proteína fixando-o na região implantada, não havendo possibilidade de migração dentro do corpo do animal.

O aplciador de microchips é composto por um corpo plástico e uma agulha com dimensões usuais de 2,6mm de diâmetro externo, 2,2mm de diâmetro interno (furo) e 32mm de comprimento. A agulha é feita em aço inoxidável com bizel trifacetado e afiação de alta qualidade. Tem revestimento com silicone, melhorando a introdução e o deslizamento da agulha.

 

Onde aplicar o microchip?

Os esforços da ISO para normatizar o protocolo e estrutura de dados dos microchips utilizados para identificação de animais, garantem que um leitor de microchips seja capaz de fazer a leitura e mostrar corretamente o número único de identificação do animal, independente do fabricante do microchip ou do leitor, ou seja, todos falam uma mesma língua.

Entretanto é sabido que a distância de leitura de microchips implantáveis é bastante pequena, e se não conseguirmos aproximar o leitor o suficiente do local de implantação do microchip a leitura não é possível, independente da compatibilidade entre leitor e microchip.

Caso não houvesse uma normatização de locais de implantação de microchips, imagine qual não seria a dificuldade para identificar um animal. Talvez não muita no caso de um pássaro pequeno, porém seria uma tarefa quase impossível localizar um microchip implantado em um elefante, não é mesmo?

Portanto, a WSAVA (Associação Mundial de Veterinária para Pequenos Animais) criou um relatório que fornece regras para se normatizar os locais de implantação de microchip. A normatização dos locais de implante do microchip é tão ou mais importante que a normatização da estrutura do código e protocolo dos microchips e leitores. Portanto recomenda-se sempre consultar esses locais padrões antes de se implantar um microchip em um animal.

O relatório preparado pela WSAVA sobre locais padrões de implantação de microchips foi posteriormente adotado pela ISO. 

O conceito técnico de identificação animal baseia-se no princípio de identificação de frequência de rádio. Normalmente, o fluxo de bits contém os bits de dados, que definem o código de identificação e um número de bits para assegurar a correta recepção dos bits de dados. A ISO 11784 especifica a estrutura do código de identificação e a ISO 11785 especifica como um microchip é ativado e a forma como a informação armazenada é transferida para um transceptor. 

Estas normas são atualizadas e ampliadas pela ISO 14.223, que  é uma norma internacional que especifica a estrutura do código de frequência de rádio para microchips animais e permite o armazenamento e recuperação de informação adicional, a aplicação de métodos de autenticação e leitura dos dados de sensores integrados, etc. 

 

Caninos e felinos

Existem dois locais indicados para implantação dos microchips:

  • Implantação subcutânea, na região média do lado esquerdo do pescoço (local padrão na Europa, exceto países do Reino Unido).

  • Implantação subcutânea na linha média dorso-cranial, entre as escápulas (local padrão mundial, incluindo os países do Reino Unido, com exceção do restante dos países da Europa);

Recomenda-se ler as duas regiões, no caso de leitura negativa de uma delas.

Equinos

Para estes animais, existem dois locais indicados para implantação dos transponders:

  • No ligamento nucal, no terceiro mediano ou no ponto médio entre as orelhas e a

cernelha, do lado esquerdo (todos países, exceto Austrália);

  • Na musculatura do lado esquerdo do pescoço ou na face anterior do triângulo de injeção (Austrália). Raspar o pêlo aplicar anestesia local e técnicas de assepsia são recomendados.

 

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Este documento detalha os locais recomendados de implantação do microchip. Iniciando com cães e gatos, esse documento fornece informação também para animais usados na agricultura, outros mamíferos, anfíbios, aves e répteis.

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Publicado em: 02/08/2016
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